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2022 – O ANO DO BICENTÁRIO DO GRANDE ORIENTE DO BRASILLUIZ GAMA – PATRONO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO DO BRASIL E HERÓI BRASILEIRO

São recorrentes nas redes sociais, em particular nos grupos de WhatsApp, mensagens com foto e texto sobre Luiz Gama, que ressaltam as suas qualidades de abolicionista – porém com críticas construtivas, pelo fato de ele estar esquecido pelos maçons brasileiros, e por não ser reverenciado assim como é Zumbi dos Palmares, no dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. Ao invés de responder ditas mensagens, que me são enviadas pelos meus correspondentes em WhatsApp, e considerando a minha pretensão de elaborar textos sobre fatos e atos da história da Maçonaria brasileira, em particular, sobre o Grande Oriente do Brasil, que em 2022 estará comemorando os seus 200 anos de fundação, resolvi realizar uma pesquisa sobre a vida desse grande e ilustre brasileiro, que é LUIZ Gonzaga Pinto da GAMA. Para tanto, fui buscar informações na Wikipédia, e em dois livros de que disponho, e que tratam dessa figura exponencial, que são: Os Maçons e a Abolição da Escravatura, de José Castellani, editado p...

SEJA UM OBREIRO DA RECONCILIAÇÃO FRATERNAL

Nós maçons, somos chamados de filhos da viúva, filhos de Salomão, filhos da luz; de obreiros da Arte Real, de construtores sociais e de buscadores da verdade. Porém, falta acrescentar mais uma acepção a nosso respeito, o de obreiros de reconciliação fraternal. Mas, para sermos obreiros de reconciliação fraternal, em nossas Lojas, necessário se faz despojarmos-nos de nossas vaidades desnecessárias, de nossas mágoas e rancores. É preciso nos vestirmos com o balandral da lealdade de propósitos, da sinceridade real, e calçarmos as sandálias da humildade e do perdão. É importante, também, deixar de jogar pedras no irmão, que achamos que está em falta já que ninguém e dono da verdade e muito menos do mundo. Devemos, sim, oferecer aos nossos irmãos gestos de paz, de amor fraternal e de União. É nos momentos de dificuldades, de intolerância, de incompreensões, que devemos formar a cadeia de união, em torno de nossos Veneráveis Mestres, irmãos que escolhemos para nos liderar. Para tanto, cada u...

UM CEARENSE NA FUNDAÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

2022 – O ANO DO BICENTENÁRIO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL A história do Grande Oriente do Brasil já foi cantada e decantada em dezenas de livros, em teses acadêmicas, em postagens nas redes sociais, em peças de arquiteturas apresentadas em Lojas, no passado e no presente. Uma história escrita com sangue, suor e lágrimas, com perdas de vidas, de derrotas e de vitórias, com cisões, com reunificações, no passado e no presente. Porém, é uma história  rica de grandes realizações em prol da Maçonaria propriamente dita e na luta e no engajamento nos grandes momentos da história brasileira. Grandes vultos maçônicos, do passado (14), ja foram reconhecidos como heróis da Pátria Brasileira, por lei federal, cujos nomes estão escritos no Livro de Aço, exposto no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, Distrito Federal. São eles: Deodoro da Fonseca, Dom Pedro I, Duque de Caxias, José Bonifácio de Andrada, Frei Caneca, Hipólito José da Costa, Domingos Martins, Carlos Gom...

QUEIMA, RAPARIGAL !!! UM GRITO DE GUERRA NA BOEMIA CEARENSE

Em uma de minhas estadas na capital alencarina, em visita ao “Sebo do Geraldo”, que fica na rua 24 de maio, no centro de Fortaleza, adquiri um exemplar do livro “Sábado Estação de Viver – Histórias da boemia cearense”, de autoria do professor e historiador Juarez Leitão, editado em 2000, pela Prêmio Gráfica e Editora Assis de Almeida, com prefácio de Lúcio Alcântara, ex-governador do Ceará. Tal livro foi idealizado por uma confraria de amigos que se reunia aos sábados nos transmissores da Radio Verdes Mares, de propriedade do confrade  Edson Queiroz, que dela também participava, para saborearem uma feijoada sabática. Coube ao confrade Juarez Leitão a incumbência de escrever a história da confraria, recuperar sua origem e evolução como registro de uma forma de sociabilidade urbana contemporânea. Em notas introdutórias, Juarez Leitão ressalta que o título do livro, Sábado Estação de Viver, tem haver com as duas criações de Deus: O Mundo em seis dias e o sábado, sétimo dia, para o mer...

PEDRA FUNDAMENTAL DA FUTURA CAPITAL FEDERAL

O Decreto Legislativo nº 4494, de 18 de janeiro de 1922, determinou o lançamento da pedra fundamental da futura Capital Federal, a ser oportunamente estabelecida no planalto central da República, na zona de 14.400 quilômetros quadrados. Esta pedra fundamental foi lançada em Planaltina (Goiás), a 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações do Centenário da Independência. A ideia da mudança da Capital Federal é muito antiga, a começar pelos inconfidentes mineiros, em 1789; Hipólito da Costa a defendeu em 1813, no seu Correio Braziliense; José Bonifácio, em recomendação de 1821 aos deputados de São Paulo às Cortes de Lisboa, a menciona, reiterando-a em 1823 perante a Assembleia Constituinte do Brasil Império; Varnhagen a apoia em 1834, precisamente quando é criado o chamado Município Neutro do Rio de Janeiro, especialmente para sede do governo central. Em 1883, São João Bosco, fundador da ordem dos padres salesianos, tem na Itália visão onírica, segundo a qual futuro de grandeza e ...

O DIA DO FICO – 9 DE JANEIRO DE 1821

Segundo Escragnolle Doria, em artigo publicado no Boletim de setembro do Grande Oriente do Brasil, ano de 1922, “logo ao findar 1821, um navio, o Infante D. Miguel, trouxe ao Príncipe, sob a forma de decretos, várias imposições das Cortes de Lisboa. Entreex elas a de D. Pedro desamparar o Brasil. Viajaria incógnito “por alguns países ilustrados”, com o fito de obter conhecimento para ocupar dignamente o trono português. “Um pouco de ironia não muito política. Do bojo do Infante D. Miguel ainda saiu a notícia da próxima extinção de quanto tribunal ou repartição pública havia no Brasil desde 1808. “Clamor geral, opiniões discordes. Tropas lusitanas, alguns portugueses e brasileiros republicanos apoiavam a saída do príncipe; a maioria tendia e pretendia para ele, e a vantagem de sua permanência. “A Câmara de São Paulo encarregou José Bonifácio, o Marechal Arouche e o coronel Gama Lobo de alcançar o Rio, para suplicar ao príncipe desobediência as Cortes. Sete dias levaram a chegar, semana ...

LITURGIA & RITALÍSTICA MAÇÔNICA

Para melhor estudar e compreender os reais significados da Liturgia e Ritualística Maçônica, é necessário conhecer suas origens, seus conceitos básicos, suas evoluções e suas finalidades. Neste sentido, para adentrar no conhecimento do que seja liturgia e ritualística no âmbito maçônico é preciso recorrer a história do cerimonial, do rito e do ritual, ao longo da caminhada da Humanidade. CERIMONIAL, RITO E RITUAL Os primeiros registros do cerimonial datam de épocas proto-históricas há 40 mil anos. Alguns antropólogos interpretam as pinturas rupestres do paleolítico na região de Altamira e Morella de la Vella, na Espanha, como cenas de celebração: caçadas, visita de chefes de tribos vizinhas, reuniões do clã para celebrar efemérides, cenas de batalhas. Nestas imagens, constata-se o resgate de quatro cerimônias rituais: de corte, festas, religião e do poder bélico do soberano (Lins, A. E., Evolução do Cerimonial Brasileiro – aulas e conferências. Recife, Comunigraf Editora, 2002). A pala...