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O DIA DO FICO – 9 DE JANEIRO DE 182

Segundo Escragnolle Doria, em artigo publicado no Boletim de setembro do Grande Oriente do Brasil, ano de 1922, “logo ao findar 1821, um navio, o Infante D. Miguel, trouxe ao Príncipe, sob a forma de decretos, várias imposições das Cortes de Lisboa. Entreex elas a de D. Pedro desamparar o Brasil. Viajaria incógnito “por alguns países ilustrados”, com o fito de obter conhecimento para ocupar dignamente o trono português. “Um pouco de ironia não muito política. Do bojo do Infante D. Miguel ainda saiu a notícia da próxima extinção de quanto tribunal ou repartição pública havia no Brasil desde 1808. “Clamor geral, opiniões discordes. Tropas lusitanas, alguns portugueses e brasileiros republicanos apoiavam a saída do príncipe; a maioria tendia e pretendia para ele, e a vantagem de sua permanência. “A Câmara de São Paulo encarregou José Bonifácio, o Marechal Arouche e o coronel Gama Lobo de alcançar o Rio, para suplicar ao príncipe desobediência as Cortes. Sete dias levaram a chegar, semana ...

O selo do Grande Oriente do Brasil - GOB

*O Selo do Grande Oriente do Brasil*   A edição de nº. 5, Ano II, nov/dez/1998-jan/1999, da saudosa revista Minerva Maçônica, traz, em suas páginas 33 a 38, um excelente artigo do Irmão Alberto Ricardo Schmidt Patier  (1), intitulado “Símbolos Heráldicos do Grande Oriente do Brasil”.   O seu trabalho abrange: 1. O surgimento do símbolo; 2. O início da Heráldica;  3. Diversificação da Heráldica; 4. Bandeira do Grande Oriente do Brasil e 5. Selo do Grande Oriente do Brasil. Todos os itens acima enumerados, têm conteúdos de elevado valor cultural maçônico, entretanto, tomo a liberdade de transcrever apenas o  nº 5, já que até hoje, foi a única fonte que consegui, para satisfazer minha curiosidade sobre o significado do Selo do GOB. Em todos os impressos oficiais  de nossa Obediência, lá está ele. Um círculo, com uma lua crescente de um lado, de outro sete estrelas, ao fundo três rochedos e assim por diante. Recentemente, ao presentear um Irmão...

MAÇONARIA MODERNA, PRIMÓRDIOS E SUA EXPANSÃO

Foi em 1717 que  a maçonaria moderna se estabeleceu primeiro na Inglaterra, com a Grande Loja Unida, constituída das quatro lojas existentes em Londres, que tinham restado da decadência da Maçonaria obreira da Idade Média e as quais tinham acordado na reforma da Ordem. Esse movimento de reforma  fora esboçado desde o meado do século anterior (1660 – 1700) com a inclusão dos maçons não artífices e com o desdobramento dos processos que gravitavam para o domínio puramente filosófico atual. No seu primeiro período  de história moderna (1717 – 83), chamado o “britânico” que vai do seu estabelecimento em Londres á difusão  nas colônias inglesas e na Europa em geral, várias são as potências em que ela se estabelece  definitivamente. Na Inglaterra e seus domínios e colônias, logo após o primeiro da Grande Loja de Londres, ela se irradiou ás colônias inglesas da América (1723 – 33); dai passando ás Índias inglesas (1724) e depois á África britânica (1737). O período de (...

2022 – O ANO DO BICENTÁRIO DO GRANDE ORIENTE DO BRASILLUIZ GAMA – PATRONO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO DO BRASIL E HERÓI BRASILEIRO

São recorrentes nas redes sociais, em particular nos grupos de WhatsApp, mensagens com foto e texto sobre Luiz Gama, que ressaltam as suas qualidades de abolicionista – porém com críticas construtivas, pelo fato de ele estar esquecido pelos maçons brasileiros, e por não ser reverenciado assim como é Zumbi dos Palmares, no dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. Ao invés de responder ditas mensagens, que me são enviadas pelos meus correspondentes em WhatsApp, e considerando a minha pretensão de elaborar textos sobre fatos e atos da história da Maçonaria brasileira, em particular, sobre o Grande Oriente do Brasil, que em 2022 estará comemorando os seus 200 anos de fundação, resolvi realizar uma pesquisa sobre a vida desse grande e ilustre brasileiro, que é LUIZ Gonzaga Pinto da GAMA. Para tanto, fui buscar informações na Wikipédia, e em dois livros de que disponho, e que tratam dessa figura exponencial, que são: Os Maçons e a Abolição da Escravatura, de José Castellani, editado p...

SEJA UM OBREIRO DA RECONCILIAÇÃO FRATERNAL

Nós maçons, somos chamados de filhos da viúva, filhos de Salomão, filhos da luz; de obreiros da Arte Real, de construtores sociais e de buscadores da verdade. Porém, falta acrescentar mais uma acepção a nosso respeito, o de obreiros de reconciliação fraternal. Mas, para sermos obreiros de reconciliação fraternal, em nossas Lojas, necessário se faz despojarmos-nos de nossas vaidades desnecessárias, de nossas mágoas e rancores. É preciso nos vestirmos com o balandral da lealdade de propósitos, da sinceridade real, e calçarmos as sandálias da humildade e do perdão. É importante, também, deixar de jogar pedras no irmão, que achamos que está em falta já que ninguém e dono da verdade e muito menos do mundo. Devemos, sim, oferecer aos nossos irmãos gestos de paz, de amor fraternal e de União. É nos momentos de dificuldades, de intolerância, de incompreensões, que devemos formar a cadeia de união, em torno de nossos Veneráveis Mestres, irmãos que escolhemos para nos liderar. Para tanto, cada u...

UM CEARENSE NA FUNDAÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

2022 – O ANO DO BICENTENÁRIO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL A história do Grande Oriente do Brasil já foi cantada e decantada em dezenas de livros, em teses acadêmicas, em postagens nas redes sociais, em peças de arquiteturas apresentadas em Lojas, no passado e no presente. Uma história escrita com sangue, suor e lágrimas, com perdas de vidas, de derrotas e de vitórias, com cisões, com reunificações, no passado e no presente. Porém, é uma história  rica de grandes realizações em prol da Maçonaria propriamente dita e na luta e no engajamento nos grandes momentos da história brasileira. Grandes vultos maçônicos, do passado (14), ja foram reconhecidos como heróis da Pátria Brasileira, por lei federal, cujos nomes estão escritos no Livro de Aço, exposto no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, Distrito Federal. São eles: Deodoro da Fonseca, Dom Pedro I, Duque de Caxias, José Bonifácio de Andrada, Frei Caneca, Hipólito José da Costa, Domingos Martins, Carlos Gom...

QUEIMA, RAPARIGAL !!! UM GRITO DE GUERRA NA BOEMIA CEARENSE

Em uma de minhas estadas na capital alencarina, em visita ao “Sebo do Geraldo”, que fica na rua 24 de maio, no centro de Fortaleza, adquiri um exemplar do livro “Sábado Estação de Viver – Histórias da boemia cearense”, de autoria do professor e historiador Juarez Leitão, editado em 2000, pela Prêmio Gráfica e Editora Assis de Almeida, com prefácio de Lúcio Alcântara, ex-governador do Ceará. Tal livro foi idealizado por uma confraria de amigos que se reunia aos sábados nos transmissores da Radio Verdes Mares, de propriedade do confrade  Edson Queiroz, que dela também participava, para saborearem uma feijoada sabática. Coube ao confrade Juarez Leitão a incumbência de escrever a história da confraria, recuperar sua origem e evolução como registro de uma forma de sociabilidade urbana contemporânea. Em notas introdutórias, Juarez Leitão ressalta que o título do livro, Sábado Estação de Viver, tem haver com as duas criações de Deus: O Mundo em seis dias e o sábado, sétimo dia, para o mer...